SIOS – Halcyon Failure (2012)

Não é só de Dream Theater, Threshold ou Pain of Salvation que vive o metal progressivo mundial! Boa notícia para quem curte este estilo mais, digamos, caprichado do metal. Essa foi constatação que tive ao ouvir o cd de estreia da banda de New Jersey/EUA, SIOS.

Halcyon Failure é um álbum bastante inovador, eclético acima de tudo, mas surpreendentemente legal. Confesso que me diverti muito ouvindo essa obra. Digo obra, pois muitos rotulam estes americanos como participantes do chamado Art Rock, algo que mistura ficção à música, criando efeitos, distorções e principalmente variações bem malucas em uma mesma canção. Guardadas as devidas proporções algo bastante semelhante ao que os suecos do Pain of Salvation, do gênio (ou seria louco?) Daniel Gildenlow, fazem.

Tudo bem, para muitas pessoas (acho que para a maioria) o SIOS pode parecer bem entranho. Tá bom… É estranho, mas é bem interessante. Algumas músicas são realmente empolgantes e misturam peso com técnica de forma bastante eficiente. Ouça “Lost in Wonderland” ou os treze minutos da terceira parte da mini-obra “Halcyon Failure III: The Search for Duende” e ateste. Além disso, preste atenção no refrão e solos de “Xi: Witness to What?” ou “Halcyon Failure I: Where the Change Grows”. Viagem das boas!

Além das doideiras habituais a banda consegue ser suave e atmosférica como ninguém. A semi-balada “The Walls of Morado” é sensacional! Já a linda balada “Heaven” é outro ponto alto. Os caras estavam muito inspirados quando criaram esta música. Ponto mais do que positivo para os músicos: Philip “Dice” Defreitas (baixo e vocal), Christian “Enigma” Cruz (guitarra), April Copes (guitarra) e Gabriel Scholis-Fernandez (bateria). Só para constar, a introdução “Duo Vigilans Finem” me lembrou muito, mas muito mesmo Savatage…

Acho que a palavra que melhor resume este disco seja intrigante. É um som difícil de assimilar, mas que cativa o ouvinte, principalmente se este estiver ávido por novidades fora dos padrões habituais e acima de tudo tiver o discernimento de aceitar a perfeita simbiose entre peso, qualidade musical e improvisações. No site oficial dos caras eles afirmam quererem quebrar barreiras. Acho que estão no caminho certo. Confira, vale à pena!

Tracklist:

1. Duo Vigilans Finem
2. The Garden of Shades
3. Karmatic
4. Xi: A Witness to What?
5. Pyreflies
6. Lost in Wonderland
7. The Walls of Morado
8. Heaven
9. Inside the Tides
10. The Evil in Us
11. Halcyon Failure I: Where the Change Grows
12. Halcyon Failure II: Confusion of Certainty
13. Halcyon Failure III: The Search for Duende

 

VOLBEAT: Sensação Dinamarquesa

O post de hoje é um tanto quanto diferente, não versará sobre nenhum CD específico, lançamento ou show, e sim uma dica de uma banda relativamente nova e que tem me chamado muito a atenção, lançamento após lançamento. Conheça o VOLBEAT.

Esta banda dinamarquesa tem feito muito sucesso na Europa, EUA e Canadá graças a uma mistura muito bem feita entre heavy metal, hard rock, punk e rockabilly. E este sucesso é mais do que merecido. Há muito tempo eu não ouvia uma banda tão competente, criativa e empolgante.

Imagine um som bastante pesado (com influências claras de Metallica), baixos inspirados no rockabilly e um vocalista que nos remete a Elvis Presley, músicas grudentas e muito bem elaboradas, sem soarem como datadas ou comerciais, e pronto, você tem o Volbeat.

A banda já lançou quatro álbuns de estúdio e um CD/DVD ao vivo. Os três primeiros álbuns da banda The Strength / The Sound / The Songs (2005), Rock the Rebel / Metal the Devil (2007) e Guitar Gangsters & Cadillac Blood (2008) conquistaram o ouro na Dinamarca. Em 2010 foi lançado o quarto álbum da banda, Beyond Hell / Above Heaven, que fez a banda estourar nos Estados Unidos, e no passado saiu o primeiro ao vivo, Live from Beyond Hell / Above Heaven.

Os dinamarqueses já chamaram a atenção de bandas famosas que fizeram questão de ter o Volbeat em suas turnês. Recentemente, abriram alguns shows do Big 4, que tem em seu cast Metallica, Slayer, Megadeth e Anthrax e atualmente fazem parte do festival itinerante Gigantour que conta com Motorhead e Megadeth, dentre outros.

Difícil citar um álbum em especial, pois todos são muito bons, mas se você quiser ter uma boa idéia do que a banda pode fazer confira o ao vivo Live from Beyond Hell / Above Heaven. Músicas como “Maybellene I Hofteholder”, “Who They Are”, “Evelyn”, “The Garden’s Tale”, “Fallen”, “Still Counting” e “I Only Wanna Be With You” ficam ainda melhores ao vivo.

Ah, e a melhor notícia é que os caras devem pintar no Brasil no segundo semestre. A banda já foi pré-confirmada para a versão brasileira do famoso festival europeu Wacken Open Air e certamente visitará outras partes do país, como São Paulo e Rio de Janeiro.

Corra atrás dos clipes da banda no YouTube, ouça os CD’s e confira essa sensacional banda. Você não vai se arrepender. Fica a dica…

BROTHER CANE – Brother Cane (1993)

O Release Musical apresenta umas das bandas mais subestimadas do rock mundial, o Brother Cane. A banda norte-americana lançou três excepcionais álbuns entre 1993 e 1998, e infelizmente ficou estagnada até poucos dias quando anunciou seu retorno.

Falaremos hoje sobre o autointitulado disco de estreia dessa sensacional banda de hard rock com generosas pitadas de blues e do sempre bem-vindo southern rock.

O debut começa com um dos grandes sucessos da banda, a empolgante “Got No Shame” que possui uma sensacional introdução de gaita (que eu até a coloquei como toque do meu celular) e resume bem a qualidade do grupo e suas intenções. Segunda faixa, “Hard Act to Follow” é uma semibalada que aposta alto no seu refrão. “How Long” é puro rock ‘n’ roll muito bem construído com destaque para as guitarras e para o vocal sempre muito bem dosado do líder da banda, Damon Johnson. “Don’t Turn Your Back on Me” mantém o espírito roqueiro lá em cima, mais uma vez apostando nos refrãos grudentos.

Quinta faixa do disco, “Woman” começa cadenciada e lenta e depois acelera bastante, mantendo o padrão rock/blues/southern que permeia o álbum. “Pressure” mantém a linearidade das canções, com destaque para a bateria bem pesada de Scott Collier. O hard rock fala mais alto em “The Last Time”, faixa que ao vivo deve ser sensacional. Dá para imaginar a platéia agitando como nunca. “The Road” é uma das minhas prediletas, e grande destaque do disco junto da faixa de abertura. Ela lembra muito Lynyrd Skynyrd e tem um bom gosto acima do normal. Uma bela balada! “That Don’t Satisfy Me” é outro ponto alto do cd. “Rockão” de primeira com direito a coros femininos e teclados. “Stone’s Throw Away” e a longa “Make your Play” fecham o álbum mantendo o alto nível. Vale salientar a competência dos músicos. O vocalista e guitarrista Damon Johnson é um dos músicos mais requisitados do cenário roqueiro, já tendo trabalhado com feras do quilate de Alice Cooper e Carlos Santana.

Brother Cane é o disco perfeito para quem curte boa música, especialmente se você tiver uma quedinha pelo hard rock temperado com blues e southern rock. A banda é maravilhosa e vale à pena correr atrás dos outros discos, Seeds (que possui o maior sucesso da banda, a ótima “And Fools Shine On”) e  Wishpool. Fica a dica!

Tracklist:

  1. Got No Shame
  2. Hard Act to Follow
  3. How Long
  4. Don’t Turn Your Back on Me
  5. Woman
  6. Pressure
  7. The Last Time
  8. The Road
  9. That Don’t Satisfy Me
  10. Stone’s Throw Away
  11. Make Your Play

 

LYNYRD SKYNYRD – Live From Freedom Hall (2010)

É sempre um grande prazer ouvir os cd’s ao vivo do Lynyrd Skynyrd – maior banda de southern rock da história – e olha que são muitos. Quase todo final de turnê eles soltam um novo, mas este é especial, afinal, “Live from Freedom Hall” não deixa de ser uma homenagem aos ex-membros Billy Powell e Ean Evans, que faleceram dois anos após este show gravado em Louisville (Kentucky), em 2007, para cerca de 20 mil sortudos.

 A propósito, estou pra ver banda mais azarada que o Skynyrd, vários músicos banda já morreram desde sua formação em 1970, inclusive seu líder e mentor, o ex-vocalista Ronnie Van Zant, e mesmo assim, a banda mantém uma qualidade assustadora, com o pique lá em cima e sempre fiéis aos estilo que lhe consagrou.

 Johnny Van Zant (vocal), Gary Rossington, Mark Matejka e Rickey Medlocke (guitarras), Ean Evans (baixo), Billy Powell (teclado) e Michael Cartellone (bateria), juntamente com as cantoras de apoio Carol Chase e Dale Krantz-Rossington, optaram por um set razoavelmente curto (80 minutos), porém repleto de sucessos. A performance dos músicos é perfeita, como de costume.

 O show começa com duas músicas mais recentes, “Travelin’ Man” e “Workin”, que mostram bem o talento da formação atual. Logo em seguida uma trinca de tirar o fôlego com as clássicas  “What’s Your Name”, “That Smell” e a sensacional “Simple Man”. Não tem como não se emocionar com essa música. Uma das minhas prediletas. As antigas “Down South Junkin’” e “The Needle and the Spoon” servem como um presente aos fãs mais assíduos da banda, pois não costumam figurar tão frequentemente nos setlists atuais da banda.

 A totalmente country “The Ballad of Curtis Loew” e a energética e empolgante “Gimme Back My Bullets” mantém a plateia em êxtase. Presença mais do que garantida em todos os concertos da banda, a ótima balada “Tueday’s Gone” retoma a emoção pura. Só consigo imaginar as luzes dos isqueiros (opa! Celulares…) e muita gente prestes a derramar algumas lágrimas. Atuação impecável de toda a banda. A nova “Red White and Blue” apela para o patriotismo sem deixar de lado a bela melodia. Outra obrigatória, “Gimme Three Steps” com seu ritmo festeiro põe todo mundo para dançar – sim o southern rock também é para dançar.  “Call Me The Breeze” é uma perfeita continuação para “Gimme Three Steps” e só não empolga quem estiver de muito mal humor.

 E como o melhor sempre fica para o final, surgem os dois maiores clássicos do Lynyrd Skynyrd. “Sweet Home Alabama” é a perfeita explicação para quem não sabe o que é southern rock. Todo mundo conhece e sabe cantar esse hino. E para encerrar esse grande show a favorita de quase todos os fãs, a belíssima “Free Bird”. Este épico de mais de onze minutos acaba derrubando definitivamente as lágrimas daqueles que conseguiram se segurar até aquele momento, e sempre serve como homenagem ao saudoso e inesquecível Ronnie Van Zant. Maravilhoso!

 A qualidade de “Live From Freedom Hall” é espantosa. Excelente repertório (claro que sempre fica faltando uma ou outra música, mas isso é mais do que normal) e ótima atuação da banda. Imperdível. Ah, como eu gostaria de ver esses caras por aqui! Sonhar não custa nada…

 Tracklist:
1. Travelin’ Man
2. Workin’
3. What’s Your Name
4. That Smell
5. Simple Man
6. Down South Jukin’
7. The Needle And The Spoon
8. The Ballad Of Curtis Loew
9. Gimme Back My Bullets
10. Tuesday’s Gone
11. Red White And Blue
12. Gimme Three Steps
13. Call Me The Breeze
14. Sweet Home Alabama
15. Free Bird

BLACK COUNTRY COMMUNION

Esta é uma resenha um tanto quanto diferente, pois ao invés de falar sobre um cd específico eu apresentarei uma banda, ou melhor, uma superbanda, que em pouco menos de um ano já nos presenteou com dois álbuns imperdíveis.

O Black Country Communion é formado por Glenn Hughes, baixo e vocal (ex-Trapeze, Deep Purple e Black Sabbath); Joe Bonamassa, guitarra e vocais; Derek Sherinian, teclados (ex-Dream Theater e Billy Idol) e Jason Bonham, bateria (filho do ex-baterista do Led Zeppelin, John Bonham). Resumindo, só feras!

E o som dos caras é sensacional e é calcado no Hard Rock e no Blues Rock. O primeiro cd intitulado “Black Country” foi lançado em Setembro do ano passado e mostra um rock ‘n’ roll coeso, pesado e de um bom gosto invejável, muito superior ao que as bandas mais jovens andam fazendo. A performance de todos os músicos é empolgante: vocais caprichados (como de costume em se tratando de Glenn Hughes e porque não de Joe Bonamassa), riffs de guitarra certeiros, teclados sem afetações e uma perfeita combinação entre baixo e bateria. As vigorosas canções do debut são quase todas reflexo da parceria entre Hughes e Bonamassa.

Destaques para o primeiro single “One Last Soul”, uma bela música que conta com um ótimo solo de Bonamassa que mostra estar em constante evolução; “Down Again” (blues rock de primeira qualidade); “Sons of Yesterday”, uma das minhas prediletas e que conta com vocais de Bonamassa e combina com perfeição passagens mais suaves com o vigor do rock ‘n’ roll; “Medusa”, regravação de um clássico do Trapeze; e as arrasa-quarteirões “Stand (At The Burning Tree)”, onde Hughes realmente detona e “Sista Jane”, que além de mostrar o contraste entre os vocais de Hughes e Bonamassa conta com um refrão forte e grudento.    

Aproveitando o sucesso do primeiro álbum e a interminável (graças aos deuses do rock) inspiração e química entre os músicos a banda tratou logo de liberar seu segundo cd. Lançado há algumas semanas, “2” (tá certo, a criatividade sem fim das canções não foi a mesma para os títulos dos álbuns) é aquele mais do mesmo positivo, em que a gente aceita feliz e agradece. Não apresenta grandes diferenças do debut (apesar de eu gostar ainda mais desse novo álbum), o que nesse caso é muito bom. Talvez a única diferença seja um melhor aproveitamento dos teclados de Sherinian que deixam de ser pano de fundo para conduzir a melodia e o andamento de algumas faixas.

Difícil escolher as músicas que mais se destacam, afinal “2” é bastante linear. “The Outsider” é um excelente “abre-alas”; “Man In The Middle” (primeiro single) é poderosa e resume bem a competência coletiva da banda;  “The Battle of Hadrian’s Wall” e “No Ordinary Son” mostram que o guitarrista Joe Bonamassa também canta muito. “Save Me” é demais! Melhor faixa do cd e lembra bastante o bom e saudoso Led Zeppelin (os fãs do Zep vão chorar nessa canção). “Faithless” é uma semi-balada que é a cara de Glenn Hughes e “Crossfire” tem cara de Jam Session, onde todos mostram seu talento mais do que apurado. “Cold” fecha o cd da melhor maneira possível, deixando aquele gostinho de quero mais.

Resumindo, se você não conhece essa banda corra atrás porque é maravilhosa. Rock ‘n’ roll de verdade, muito bem tocado e  extremamente prazeroso de ouvir. Não perca. Fica a dica!

SHINEDOWN – The Sound of Madness

São raras as vezes que gostamos de um cd inteiro, exceto é claro quando se trata de uma coletânea. E mesmo assim sempre vai ter uma ou duas músicas que pulamos ou não prestamos tanto atenção. O cd perfeito é difícil de achar. O último que gostei de fio a pavio foi o “Ten” do Pearl Jam, que já escutei mais de mil vezes. Ok…exagerei um pouco, mas chegou perto disso.

Recentemente resolvi ouvir o novo disco de uma banda da Flórida chamada Shinedown. Conheci essa banda em uma cover de “Simple Man” do Lynyrd Skynyrd, banda de southern rock que sou muito fã. Gostei, e depois ouvi seu single de maior sucesso até então “45”. Grande núsica! Aí fui atrás da discografia da banda e comecei pelo mais recente cd, razão desta resenha, “The Sound of Madness”, de 2008. 

Na primeira audição me surpreendi e logo soltei um: “caramba, todas as músicas são boas”. Surpreendente, mas até que enfim havia encontrado um disco linear em que todas as faixas possuem qualidade e nos dão aquela vontade de ouvir novamente.

Formada por Brent Smith (vocal), Barry Kerch (bateria), Zach Myers (guitarra) e Eric Bass (baixo), a banda é rotulada por muitos como pós-grunge ou new rock. Sei lá o que é isso. Na verdade é um bom rock ‘n’ roll com boas letras e refrãos grudentos, guitarras pesadas, vocais melodiosos e algumas belas baladas.

O cd começa com “Devour”. Aquela típica faixa rápida e pesadona, perfeita para abrir um show.  Logo em seguida temos a faixa título, uma das minhas prediletas, que une peso e melodia na medida certa, com um refrão que gruda na cabeça. “Second Chance” é a primeira balada do disco e foi single número um em diversas paradas norte-americanas. Já teve seu clipe bastante veiculado na VH1 brasileira e até tocou no “sensacional” BBB. A música é boa e cairia bem nas rádios brasileiras se não existissem tantos jabás.

A faixa 4 “Cry for Help” retoma o lado energético da banda com outro “rockão” muito bem executado, com destaque para a bateria de Brian Kerch. Na sequência duas belas baladas, “The Crow & The Butterfly” que mescla algumas partes mais pesadas e outras lembrando as chamadas “power ballads” e “If You Only Knew” que foi escrita por Smith especialmente para a esposa e para o filho recém nascido. Depois de uma boa acalmada, “Sin With a Grin” volta a agitar com um refrão pesadão. “What a Shame” fala sobre o tio de Smith que morreu durante a gravação do disco. A carga de emoção está bastante presente na faixa que é outra semi-balada.  Uma das minhas prediletas.

“Cyanide Sweet Tooth Suicide” é outra faixa pesada que serve para equilibrar o álbum. Destaque para os bons solos de guitarra.  Penúltima faixa, “Breaking Inside” comprova o talento da banda em fazer boas baladas, outro grande destaque deste cd, e que em alguns aspectos lembra bastante a banda canadense Nickelback.  O cd termina com “Call Me”, outra calminha, com direito a piano, metais e um show do vocalista Brent Smith.

No final do ano passado foi lançada uma edição especial do álbum contendo algumas faixas bônus e um DVD com faixas ao vivo que comprovam que a banda é muito competente ao vivo.

“The Sound of Madness” é um ótimo álbum que vale à pena ser ouvido inteiro, sem preconceitos. Fica a dica!